terça-feira, 4 de outubro de 2011

Outro buraco na camada de ozônio

Desta vez, ele está localizado sobre o Ártico e tem cinco vezes o tamanho da Alemanha (igualando-se ao que já existe na Antártida)

 

Um buraco na camada de ozônio, que impede a passagem dos raios ultravioleta do Sol (diga-se, nocivos à saúde humana, podendo provocar câncer e outras doenças), acaba de ser comprovado por cientistas. Desta vez ele está localizado sobre o Ártico e tem dimensão equivalente a cinco vezes o tamanho da Alemanha (igualando-se ao que já existe sobre a região Antártida).

Provocado por um frio excepcional no Polo Norte, este buraco se moveu durante 15 dias sobre o Leste europeu – leia-se Rússia e Mongólia –, expondo as populações em alguns casos a níveis elevados de radiação ultravioleta. Os cientistas afirmaram ainda que, a cerca de 20 quilômetros acima da superfície terrestre, 80% do ozônio tinha desaparecido.

Sabe-se que durante o Inverno e a Primavera nas regiões dos pólos, essa proteção é atacada regularmente por compostos contendo cloro (clorofluorocarboneto, o CFC) utilizado pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis. A produção de CFC é quase nula atualmente, graças ao protocolo firmado em 1985 em Montreal, no Canadá. Mas o frio intenso continua a ser o fator principal da destruição do ozônio.

Pelo efeito do frio, o vapor da água e as moléculas de ácido nítrico se condensam e formam nuvens nas camadas inferiores da atmosfera. Nessas nuvens o cloro é formado e finalmente provoca a destruição do ozônio. Segundo Gloria Manney, do Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, o responsável é um fenômeno conhecido como "vórtice polar", um ciclone que atinge todo inverno a estratosfera ártica e que nasceu no ano passado devido ao frio extremo.

"A destruição do ozônio começou em janeiro, e acelerou a tal ponto que as concentrações de ozônio na região do vórtice polar eram muito inferiores que no ano passado", disse.
De acordo com a pesquisa publicada na "Nature", atualmente é impossível prever se estas perdas na camada protetora de ozônio vão ocorrer novamente naquela região.

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