segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Google encerra vários serviços para concentrar esforços no Google+

Uma “varredela outonal”. Foi assim que o Google caracterizou o encerramento de mais um conjunto dos seus produtos menos populares. O Google Buzz, precursor da nova rede social da empresa, o Google+, é o primeiro a ser descontinuado, dentro de “algumas semanas”. Os restantes têm fim anunciado para o início do próximo ano.

A Google vai esperar por 15 de Janeiro para descontinuar alguns dos seus produtos

“Queremos construir grandes produtos que mudem realmente as vidas das pessoas, produtos que elas usem duas ou três vezes por dia. Para sermos bem-sucedidos, temos de nos concentrar e pensar mesmo naquilo em que estamos a trabalhar e, igualmente importante, no que não estamos a trabalhar”, começa por explicar Bradley Horowitz, vice-presidente do Google para os produtos, no blogue da empresa.

O gigante norte-americano vai deixar cair primeiro o Google Buzz, uma tentativa falhada da empresa para ombrear, ao mesmo tempo, com o Facebook e o Twitter. Foi lançado em Fevereiro de 2010, não conseguiu impor-se e sai de cena dentro de “algumas semanas”. O prazo impreciso é dado pelo próprio Bradley Horowitz, que sublinha que o conteúdo partilhado nessa rede vai continuar disponível nas páginas pessoais de cada utilizador.

Esta é uma morte anunciada desde que o Google+ foi publicitado e, em Junho último, aberto ao público (ainda que apenas por convite). A relação entre o início de um e o fim do outro é admitida por Horowitz, no mesmo texto, onde escreve que o encerramento do Buzz acontece para a empresa se “concentrar” no Google+.

Há cerca de um mês, o Google anunciou que, apesar de a fase experimental ainda não ter chegado ao fim, os novos utilizadores do Google+ deixavam de precisar de convite para entrarem naquela rede social. Na passada quinta-feira, o presidente executivo da empresa, Larry Page, fez saber que o Google+ já tinha atraído 40 milhões de registos – sublinhando a “velocidade incrível” a que a rede está a crescer.

Apesar de os estudos que indicam uma queda na actividade do Google+, como o que foi divulgado na semana passada pela Chitika, a empresa está a apostar forte nesse novo produto. É também essa a razão apontada para acabar com as ferramentas características das redes sociais que figuram no iGoogle (o produto é alterado, mas mantém-se), assim como com o Jaiku, produto de origem finlandesa comprado pelo Google em 2007 para ser usado como alternativa ao Twitter.

A empresa vai manter estes serviços até 15 de Janeiro de 2012. Depois, são descontinuados. É a mesma data escolhida para o encerrar o Code Search, um motor de pesquisa vocacionado para códigos abertos disponibilizados online, e o programa que permitia que um “pequeno número” de investigadores académicos tivessem acesso aos resultados das pesquisas no Google – o University Research Program for Google Search.

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