Dilma garante que agilizará processo para RS obter R$ 2 bilhões em financiamentos
Executivo estadual busca recursos do Banco Mundial e do BNDES
O Rio Grande do Sul está mais próximo de obter os financiamentos do Banco Mundial (Bird) e do BNDES, que estão sendo negociados desde janeiro pelo Executivo estadual. O assunto foi discutido hoje, em reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, entre o governador Tarso Genro, os secretários Carlos Pestana (Casa Civil) e Odir Tonollier (Fazenda), e a presidente Dilma Rousseff.
A presidente garantiu a Tarso que o governo federal vai trabalhar de forma rápida para resolver as questões técnicas para a liberação dos recursos. O ministro Mantega, que já acompanha os trabalhos dos secretários e funcionários das secretarias da Fazenda e do Planejamento, será o responsável por encaminhar as demandas. O aval da União é uma das etapas para obtenção dos financiamentos, tanto do BNDES como do Banco Mundial.
A expectativa do Governo do Rio Grande do Sul é que boa parte da verba esteja disponível ainda em 2011. A previsão é que o BNDES libere, no total, cerca de R$ 1,3 bilhão. Já a negociação com o Bird está estimada em mais de R$ 700 milhões.
— Estes recursos são fundamentais para o nosso projeto de desenvolvimento regional e microrregional. Eles darão condições para que o Estado faça investimentos pesados em infraestrutura e nas áreas sociais — afirmou Tarso, após receber o apoio de Dilma.
Os R$ 2 bilhões (valor previsto com a soma dos dois financiamentos) serão aplicados prioritariamente em construção de estradas e acessos asfálticos de municípios do interior do Estado, em projetos sociais e educacionais, na prevenção e combate aos efeitos de desastres naturais, entre outros.
Além disso, Dilma admitiu ampliar o espaço fiscal para que o Rio Grande do Sul busque, já em 2012, novos financiamentos junto ao BNDES e Banco Mundial. A medida será possível em função dos ajustes que estão sendo feitos nas finanças do Estado e com a aprovação do Plano de Sustentabilidade Financeira. O ministro Guido Mantega ainda estuda uma forma de aplicar um limite de encargos dos financiamentos dos Estados, considerado elevados para os patamares atuais.
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